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catqueen Pelo o que vive-se?
O ônibus para, os pedestres entram. A moça distraída com o celular em punho não consegue entender o que aconteceu durante alguns milésimos de segundos. Solta um estranho grito de susto, seguido de um sonoro e desconcertante “Filho da puta”. Alguns solidários do ponto ainda gritam “pega ladrão”, num apelo quase que sem vontade, travado, com receio. O desconsolo estampa o rosto da menina que, atônita, esquece-se que estava embarcando e fica por ali, pairando no ar entre a indignação e a revolta, com um choro reprimido, engasgado. O ladrão já cruzou mais de duas quadras, se aproxima do seu destino onde o aparelho virará pedra e algumas horas de prazer e alívio para o vício. Após isso, a viagem mais silenciosa que já existira em um ônibus cheio em horário de pico. O silêncio taxativo dos medos privados em lugares públicos. A enchente que vem e leva os móveis, papéis, histórias, relatos, vidas e o desespero de uma moradora que, sem ter para onde ir, se queixa: impunidade. Em contrapartida, o governante, zelador do povo, deseja “que ela morra”, pois é pobre, imunda e escolheu estar em meio às águas recorrentes e persistentes do verão. A culpa de é de cada um, não de todos. O garoto que comenta com os amigos ao ver uma bunda protuberante ou ao observar com exímia atenção um decote profundo que mostra as abóbadas de um colo farto, morre em um de seus habitats de descontração preferido. Em meio às cervejas, risadas e o truco comum entre os estudantes, ele foi alvejado sem dó, sem piedade, sem arrependimento, por ter se admirado com as belas curvas de uma mulher que transitava linda por entre as mesas. A mesma sequer se sentiu invadida, agredida, ultrajada. A noiva que sonha com seu casamento, luta por engordar o orçamento, em estar de branco em meio às flores de um longínquo altar e ver seu amado ali, emocionado. Saí de casa feliz, sonhadora, cheia de planos e é covardemente assassinada sem motivos aparentes, sem sinal de roubo, sem tentativa de sequestro. Apenas, saía de casa. O digno trabalho de uma professora que não poderá mais ser executado com determinação, firmeza, assim como mandam os bons modos para uma educação moral. Ao cobrar empenho de um estudante, ela é assassinada em frente aos demais alunos, entre 7, 8, 9 anos, sem ouvir sequer uma palavra de quem dispara. Só os disparos e a queda ao chão. Manifestantes em suas bicicletas fazem um movimento em favor de um mundo melhor, mais justo, menos corrosivo, menos agressivo. Como um tanque de guerra, são arrastados pela fúria embriagada de alguém que não se importa. Não se importa com nada. São deixados ao chão, sangram de dor e raiva por se virem em um beco sem saída após ouvirem o fatídico veredito, no mínimo, duvidoso de que tudo não passou de um acidente, um incidente desagradável. “Montem em suas bicicletas deformadas, amassadas e retornem para suas casas em paz”. Paz? Resta o medo. Medo de ter, medo de ser, medo de fazer, medo de ver. Celulares, vidas, carros, bicicletas, amigos, diversão. Olha-se para todos os lados e o que se vê é o medo. O que se exala é o medo. O que se repele é medo. Até mesmo o medo de ter medo, que engaiola a todos em seus ninhos, em suas ilusões de proteção. Medo da reação e da não-reação, de se sentir fraco, burro, inútil. De não ter lutado mais firmemente, de ter ido adiante e se vitimado. Medo de tentar e de tentar de novo, de andar livre, de parar no semáforo, de passar por debaixo de um viaduto, de voltar para casa. Medo de ganhar por ter medo de perder. As vítimas das vítimas. Nem só de medo, mas também da falta vive-se. Falta de vontade, falta de justiça, falta de empatia, de cidadania, de respeito, de educação. Falta de afeto, abraço, conselhos, família, amigos, trabalho, comida, cama quente. Falta de vida. Falta de AMOR. Se a luz que às vezes brilha, às vezes enfraquece, logo ali no fim do túnel, se tudo isso for apenas uma intermitência entre o acender e o apagar, compartilhe, por favor. Busca-se sonhos e razões para sonhar, para viver, sobreviver. Busca-se, acima de tudo, compaixão, igualdade e menos sofrimento. Caso alguém tenha uma dica de onde está a fonte inesgotável de esperança, share with the world.
Escrito por catqueen às 19h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 6
Há exatos seis meses, dia 06 de abril de 2009, tive um dia crítico, cheio de ansiedade e receios. A começar pela escolha errada do modelito para ir trabalhar. Amanheceu uma segunda-feira escura, com cara de que iria chover e esfriar durante o dia. Vesti minhas meias de lã preta e saia. Péssima escolha. O Sol surgiu radiante às 12h e daí em diante fiquei cozinhando de calor. Pensando bem, não sei se suava mais pelo dia quente ou pelo calor da situação. Um dia inteiro matutando: “Não quero nada. Sou uma amiga!” Sabia que o frio na barriga era pelo encontro marcado a noite. Um cineminha descompromissado, no início da semana e num local bem cool. Lancei mão de deixá-lo decidir e resolvi que veríamos Milk. Ele concordou e me surpreendeu a concordância instantânea. Apressada, larguei o trabalho um pouco mais cedo e corri. Em vão. Um trânsito dos infernos e a Brigadeiro parada. Tentei chegar o quanto antes e de repente ver a animação Valsa em Bashir ao invés de Milk. Fail! “Vamos até o MASP antes?”, propôs na certeza do meu sim. Aliás, essa sempre foi uma certeza dele. Mea culpa, concordo. Resgatando tudo, o incômodo desse dia tinha precedente. Pouco mais de um ano de histórias e desventuras, e uma fase que se encerrou começando em frente ao mar. Do réveillon em diante, nada mais ficou como era. Atrasados e desastrados, entramos na sala que já terminava de exibir os trailers. Sentamos numa poltrona de uma fileira qualquer, no real intuito de ver a elogiadíssima interpretação do Sean Penn. Caímos no papo! Odeio quem vai ao cinema para papear. Ódio mortal! Mas caí na armadilha do destino de ser a chata da sessão no cinema. De tanto ouvir “psiu” para cessar o conversê, uma mão arrebatou-me por detrás dos ombros, assim meio que descompromissadamente, e puxou para perto. Depois desse malabarismo todo, o beijo. Confesso que naquele exato momento não soube qual seriam os resultados de um beijo no cinema. Quantos casais já resolveram se entregar a paixão no escurinho do cinema? Muitos outros beijos renderam ainda durante o filme que, por sinal, não faço ideia se é bom ou não. Simplesmente não vi. Renderia mais umas boas linhas contar detalhadamente que a demora em nos despedirmos no ponto de ônibus rendeu um assalto e muita chateação por uns bons dias, mas acho melhor deixar pra lá esse desfecho dramático. Resolvi apenas registrar um pouco do momento que mudou minha vida, há seis meses. Não fazia ideia de que teria uma mudança e tampouco do quanto essa mudança me faria bem. Garoto, saiba que me faz bem, muito. Mais uma vez, obrigada por tudo! Vamos adiante... e que venham mais seis, nove, vinte, noventa meses tão coloridos como esses...
Escrito por catqueen às 00h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ô, se é...
O meu amor tem um jeito manso que é só seu Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz O meu amor tem um jeito manso que é só seu O meu amor tem um jeito manso que é só seu Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz O mestre disse tudo! =) Escrito por catqueen às 18h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] De repente, 26
Desde quando completar 26 anos é uma tarefa difícil? Quantas pessoas já passaram por isso antes? Olha, para ser sincera, fácil não é exatamente a palavra. Tampouco difícil. Diria que pesa um pouco. Lembro-me bem de quando era criança e dizia, sem titubear: me casarei com 25 anos e teri duas filhas! Nada disso se concretizou. Talvez nunca se concretize. Não acho certo as crises que vem junto com cada aniversário. Na maioria das vezes, acho patético se remoer pela idade, afinal são apenas números. Vou pensar então pelo lado da vivência, das experiências que passei. Fatores positivos. Em um rápido balanço, vejo meu último ano de forma muito boa. Mesmo com todos os perrengues que passei, as náuseas sentimentais e as inconstâncias, tudo me fez melhor. É isso que dizem, né? Ano passado fiz quatro lindas comemorações de aniversário. Esse ano optei por coisas mais simples, menos festas, badalações, gastos. Não que será menos divertido, talvez, apenas, mais saudável! =) Os últimos acontecidos também me deixaram um pouco sem clima de festa. Mas vamos lá. Estou mais família também. Abri mão de comemoração para ir ficar com meus pais no final de semana. Tenho pessoas ótimas aqui por perto e reconhecer isso me deixa mais forte. Sem medo e sem planos, mais um ano que se vai e outro que chega! Enfim, 26... Só desejo a mim mesma muita paz e paciência para viver essa nova fase da melhor forma possível! "Com a alegria de uma criança, eu vou..." Escrito por catqueen às 14h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Com caracóizinhos no lugar dos cabelos... As coisas não saírem como planejamos é um saco, certo? Nem tanto. De uma semana para cá, muitas coisas aconteceram. Coisas realmente inesperadas e, em geral, nada boas. Passei por maus bocados e quando a dor vem incessante, parece ser a hora de se levantar e prosseguir na caminhada. Essa ressurreição, um ato de bravura, quase uma Fênix, já é corriqueiro. E a cada reerguida parece que já se calejou tanto que qualquer árdua jornada fica fichinha. Ou não. Em meio às turbulências e inconstâncias da vida (e, em especial, do meu humor) há quem ainda tenha paciência e força para resgatar a Cath lá do fundinho, quase inanimada e sem muita vontade de nada. Sem jeito, sem graça e com as mãos confusas, ele veio debaixo de uma garoa fina. Estávamos solitários na gélida terra da garoa... Não mais! Parada há algum tempo, diante daquela igreja sombria e rodeada de transeuntes apressados, estava eu. Vi ele se aproximando e percebi o semblante de dúvidas, afinal: o que dizer a ela nessas horas? Fez o melhor. Abraçou-me, forte. Tudo o que mais queria e precisava era dos seus braços quentes me envolvendo e me embalando em uma imensa paz. Ao afastar-se, um sorrisinho escapou nos cantos dos lábios e seguiu-se um beijo tímido, porém caloroso. Uma boca morna, rosada, gosto de associá-la a um morango. Abraçados, ele me ouviu calmamente contar as histórias duras dos últimos dias e me acalentou. Sabe, nada foi como eu gostaria que fosse na última semana e, ainda assim, foi possível terminar bem. Quem me dera ter você sempre aqui para me confortar. Mas, em pensamento te levo e te quero. Certamente somos melhores assim. Escrito por catqueen às 10h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Saudade que não terá fim..
Escrito por catqueen às 15h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Inferno astral Não se trata de envelhecer. A questão é não se sentir jovem mais. O que fazer diante do espelho? Sua pele começa a apresentar os irreversíveis sinais. Seu corpo amolece e surgem os sintomas da flacidez voraz. Os cabelos castanhos de outrora dão lugar a fios grisalhos. As mãos... Marca mais cruel do tempo, enrugam-se e não tem jeito de escondê-las. Não há como ter auto-estima, entende? É difícil assumirmos a idade e tudo o que vem com ela. Escrito por catqueen às 10h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Au auuuu.. Nada de cão no cio sofrendo mais... rs Boneca inflável canina? o.O Escrito por catqueen às 10h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Casa de mãe (Sandra Maria Rocha) "Casa de mãe tem que ter cheirinho de roupa lavada, cheirinho de casa limpa, cheiro de bolo no forno e de tempero no feijão. Escrito por catqueen às 11h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] É exatamente isso!!! Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito. Escrito por catqueen às 18h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "QUANDO ENCONTRAR O AMOR" (Carlos Drummond de Andrade) Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Escrito por catqueen às 10h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Cada dia mais...
E precisa de legenda? Escrito por catqueen às 13h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Dica para curar angústia, olho gordo, tristeza, dias frios, para namorar pelado também. Álbum: Rock Action Escrito por catqueen às 14h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Adeus, Michael!
Acabaram de confirmar em sites de notícias a morte do rei do POP, Michael Jackson! Escrito por catqueen às 19h50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Você é o que aparece no espelho?
Mais uma sequência do Duane Michals!
Escrito por catqueen às 12h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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